Sabe uma coisa que ainda não consegui entender nessa minha curta trajetória no mundo materno? A silenciosa (ou não) competição entre mães.

Repara só, mães adoram competir, que seu filho é melhor, superior e por aí vai. Competem por cada grama ou centímetro do filho. Se a criança é mais nova e maior e mais pesada, SENHOR!, protege o coração dessa mãe porque ela fica eufórica quando descobre que está criando um bezerro gordinho. Bebês têm que ser gordinhos, sabe? Se for magrinho tem coisa errada e a mãe fica tensa (a avó então…). E a mãe fica como? Louca querendo engordar a criança porque a vizinha tem um filho 3 meses mais novo mas 2 quilos mais pesado. Isso não pode!

Essa competição pelo peso começa na barriga. Repara só nos grupos de mães no Facebook ou Babycenter. A neurose começa na primeira ultra. “Estou com 13 semanas e meu filho tem 2cm. Isso é normal. Qual o tamanho do de vocês?”. Aí pronto, começa a preocupação e a competição silenciosa. A mãe com o feto 1/2 centímetro maior fica radiante.

Há também os assuntos polêmicos, aqueles que as mães competem descaradamente: parto, amamentação e bebês que dormem a noite toda. Há exceções – e eu sou uma delas – mas no geral a mãe que teve parto normal ADORA se intitular a super-mãe. A mãe que amamenta gosta de deixar claro que seu filho é mais saudável e a mãe que tem o bebê que dorme a noite toda tira uma onda terrível com as demais que tão ali iguais um zumbi, acordadas a madrugada toda.

Quando a maternidade virou essa competição louca? Tem aquele ditado mara que diz “cada macaco no seu galho”, e acho que todo mundo conhece. Por que não simplesmente seguir sua vida e parar de vigiar a dos outros? Parar de comparar seu filho. Um filho! Quem é mãe sabe que não é fácil. São 9 meses (ou mais, ou menos) muitas vezes de perrengue. São tantos hormônios brigando dentro da gente, tanta coisa acontecendo, tanto amor nascendo e não consigo entender que ainda há espaço para comparar o filho com os demais como se fosse um objeto. Sabe? É um filho! Um serumaninho que não tá nem aí se ele mama peito ou mamadeira, ele quer comer. Ele não liga se saiu de parto normal ou cesárea? Ele só queria vir pro lado de fora da barriga. E ele também não liga se está gordinho ou não, se ele engatinhou mais rápido que o amiguinho, se os dentes estão demorando a vir. Ele não liga. Ele quer colinho, carinho, amor, atenção e fraldas limpas, de preferência.

Então, mães, parem com essa chatice. Tem um texto muito sábio que diz que a comparação é o ladrão da felicidade. Concordo e digo mais: enquanto você vigia o filho alheio, deixa de viver momentos incríveis com o seu. Curta as descobertas do seu filho NA HORA DELE, curta a chegada dos dentinhos, comemore o crescimento do SEU filho.

Um desabafo sincero de uma mãe cansada de ouvir “Nossa! Seu filho já tem 10 meses? Parece menos. Pequeno!”.

ps. escrevi e não revisei. se eu reler não publico 🙂

Vejo que falta tão pouco para o primeiro ano e meu coração aperta. Como passa rápido! Sei que vou sentir falta do meu bebezinho. Esse foi o mês que voltei a ficar em casa com ele e fiquei TÃO feliz porque teve tantas novidades e eu pude acompanhar tudo de perto, ver tudo de primeira mão.

Marcos do 8º mês:

  • Fica em pé no berço, no chiqueirinho e em todo canto que consegue se apoiar;
  • Já dá seus primeiros passos com apoio;
  • Fez sua primeira viagem de verdade
  • Aprendeu a dar tchau e bater palminha
  • Falou MAMÃ <3

  • 8.120 kg e 68 cm
  • Não há muita novidade na alimentação. Ele faz todas as refeições direitinho. Tem clara preferência por alimentos bem pedaçudos. Adooora arroz e feijão (puxou o pai). Eu estava bem tensa em relação aos pedaços porque ele não tem dente, mas ele come e mastiga lá do jeito banguela dele, rs. Comecei a dar também biscoito polvilho, pão e bolo caseiro;
  • Seguimos ansiosos pelo primeiro dentinho;
  • Começou a falar as primeiras palavras. Além de mamã (eu, no caso), também fala sílabas como “bá” (que é qualquer coisa) e mé (que achamos que seja Mel, a poodle dos meus pais). O papai segue insistindo pelo “papá” haha;
  • Curioso até o último fio de cabelo que ele pouco tem, rs. Quer ver, ouvir, tocar em tudo. Tudo distrai Lucas. Ando enxergando pela fé porque não posso ficar de óculos perto dele porque ele puxa e joga no chão, rs;
  • Minha irmã chama ele de Brutinho. Lucas adora fazer carinho mas a moda dele, claro. Puxa, arranha, machuca. Quando é assim eu pego a mãozinha dele e faço carinho pra ele ver, vamos ver se aprende;
  • Aprendeu a dar tchau e bater palminha e quer fazer o tempo todo. É tão lindo de se ver!;
  • Passa da posição sentado para deitado e vice-versa sem dificuldade. Mas não quer saber de engatinhar. Dá uns pulos loucos, se joga pra chegar onde quer mas não levanta as perninhas. O engraçado é que ele se irrita quando não consegue e desiste, fica lá deitado no chão haha
  • Adooooora música e consequentemente de dançar. Faz uma dancinha doida quando começa a tocar algo que ele goste, rs;
  • É super simpático e se dá com todo mundo. Se deixar vai em colo de desconhecidos. Adora quando encontra outras crianças. Faz uma verdadeira festa
  • Acho que ele vai ser canhoto porque ele pega tudo com a mão esquerda. Todo movimento com a mão ele faz com a esquerda. Pode ser coisa da cabeça, mas posso estar certa. O tempo dirá;

Meu amor, estou cada dia mais orgulhosa dos seus avanços. Esse mês e pra toda sua vida, você está de parabéns!

Recomeço

As coisas mudaram um bocado por aqui desde minha última atualização no blog. Fui demitida no início de abril e, desde então, sou mãe full time e dona de casa nas horas vagas. Talvez muita gente receberia essa notícia super bem mas pra mim foi difícil e doloroso. Em parte pela parte financeira porque, como já falei aqui, eu contribuía com o orçamento familiar, mas principalmente porque eu adorava meu trabalho, minha equipe, aquele momento de fazer algo diferente das coisas de casa.

Foi um baque pra mim. Tirei o mês de abril para descansar, desanuviar, me refazer. Engraçado que, quando peguei meu planner hoje, vi abril totalmente em branco e é exatamente essa sensação. Não fiz planos, me entreguei as minhas emoções, cuidei do meu filho, da casa – na medida do possível, e deixei Deus cuidar de mim. Foi um mês em branco. Passou.

Maio chegou e me deu de presente quatro dias incríveis em Visconde de Mauá/Vila de Maringá.  Volto para falar sobre essa viagem porque tenho várias dicas. Fui com Dudu e Lucas, além dos meus pais, irmã e cunhado e um casal de amigos. Cercada de amor, carinho e a energia incrível daquele lugar, senti mais uma vez que Deus estava ali cuidando de mim. Aliás, Ele cuida de mim em todos os momentos e em cada detalhe. E então comecei a organizar minha vida, traçar novos caminhos e botar a casa (metaforicamente e literalmente) em ordem.

Levei o tempo que precisei para voltar. Escrevo aqui sem cobranças, apenas um registro da minha vida e família. Hoje quis escrever e abrir esse assunto. Acho que lá na frente vou lembrar disso como o início de algo muito bom.

Orem e torçam por mim!