Pitico chegou aos 5 meses esbanjando toda sua deliciosidade. Foi um mês cheio de novidades. Ele foi a praia, curtiu Natal e Ano Novo, tomou banho de bacia pra aliviar o calor e também começou a ficar com as vovós, já que voltei ao trabalho. A pediatra dele me orientou a começar a introdução alimentar mas eu não concordei, seguimos no leite materno por aqui e espero conseguir a amamentação exclusiva até os sexto mês.

Os marcos deste mês

  • Primeira vez na praia: 26/12/2016
  • Descobriu os pezinhos: 28/12/2016
  • Natal e Ano Novo
  • Dormiu 9h seguidas: 08/01/2017

  • 62cm e 6.495kg
  • Segue usando fraldas M. Perdeu MUITAS roupas, a maioria de tamanho 3 meses. Da Carter`s o de 6 meses já tá certinho;
  • Um dia antes de completar 5 meses enfiou a mão no mamão que eu estava comendo e depois colocou na boca. Comeu tudo e morreu de rir, rs. Mesmo assim a mamãe aqui segue dando só leitinho pra ele;
  • As perninhas não param! Acordado ele está sempre em movimento. Vira de um lado pro outro, explora o berço e a minha cama toda. Coloco muito no chão também para ele se acostumar;
  • Já firma o pescoço direitinho. Se coloco de bruços para endurecer o pescoço ele fica irritado, mas deixo um pouquinho e ele vai “minhocando” pelo espaço;
  • Os cabelinhos já estão começando a nascer. Em breve será cabeludinho de novo, rs
  • Sobre o sono, eis uma polêmica. Se eu colocar pra dormir na minha cama, dorme a noite toda, mas se colocar no berço ele acorda uma vez para mamar e depois voltar a dormir. A mamãe admite que às vezes coloca ele na cama dela…
  • Ainda neste ponto, ele luta demais contra a sono, faz pirraça, encrenca… terrível. Aí dou banho, mamazinho e ele acalma rápido;
  • Ah, se ele tiver agitado demais, coloco ele de frente pro espelho. Ele se acalma rapidinho e morre de rir da imagem que vê. Acho que ele não tem ideia que é ele mesmo, rs
  • É o bebê mais sorridente que conheço. Lucas morre de rir por qualquer bobagem e pra qualquer um. E ele acorda feliz, acorda já abrindo um sorrisão daqueles;
  • Não pega mais a chupeta. Abre o berreiro se der pra ele;
  • Já pega tudo com as mãozinhas. Puxa meu sutiã e vai procurando o peito. Também adora puxar meus cabelos e tirar meu óculos. Claro, também pega mordedores e chocalhos;
  • Falando em mordedores, só eles aliviam a coceira na gengiva. É uma aflição, tadinho;
  • Ele já atende quando chamamos de Lucas, já sabe que é ele;
  • Continua vidradão em televisão. Culpa minha, né?

Tá praticamente um mocinho né? Tempo, pega leva comigo!  Mamãe te ama, filho!

Voltei ao trabalho no dia em que Lucas completou 5 meses. Como meu desejo é que ele fique só no leite materno até o sexto mês, meu plano era ordenhar o leite e congelar para ele continuar mamando na minha ausência. Não sabia como seria e se daria certo. Estava MUITO insegura principalmente porque até a pediatra me orientou a começar a introdução alimentar e escutei de todos os lados “ahh, começa logo as frutinhas, não vai fazer mal”. Não, não vai. Eu sei que não. Mas o melhor pra ele seria continuar só no leite materno, eu insisti e deu certo.

Pesquisei muito sobre o assunto e conversei com a Julia, do blog Mais Maternagem, já que ela fez o mesmo para o primeiro filho, o Gabriel. A Ju me passou uma segurança enorme e continuei com meu plano. Lucas já mamava meu leite na mamadeira quando eu precisava sair ou descansar um pouco, então sabia que não ia rolar dele rejeitar o bico. Só que meu medo era dele não pegar mais o meu. Graças a Deus não aconteceu, porque quando estou em casa ele mama muito bem no peito.

Como eu fiz:
Eu tenho uma bomba manual de tirar leite (da marca Gtech), que uso desde que Lucas nasceu. Comecei a tirar leite para estocar 15 dias antes do meu retorno ao trabalho. Conseguia tirar por dia 2 vidros de 150ml, as vezes um pouco menos. O cálculo para saber a quantidade que o bebê vai tomar é de 25ml por peso. Depois da ordenha, colocava o leite em potes de vidro, etiquetava (data, hora e quantidade) e armazenava no congelador. A duração é de 15 dias.
Calculei que Lucas mamaria 4 mamadeiras na minha ausência (9h/12h/15h/18h), então mandava pra minha sogra/mãe leite para 6 mamadeiras, caso ele estivesse com muita fome ou passando por um pico de crescimento. Até hoje o máximo que ele consumiu foi 5 mamadeiras.

Comprei uma bolsa térmica e gelo em gel (tudo na Casa&Vídeo). Ia pro trabalho com uma bolsa a mais só para levar tudo necessário para armazenar e tirar o leite. O gelo em gel coloco no congelador assim que chego no trabalho e todo leite que eu tiro vai direto pra geladeira. Só congelo quando chego em casa. O leite só pode ser descongelado uma vez, caso ele descongelasse no caminho para casa, perderia tudo. Então antes de sair do trabalho eu coloco o gelo em gel (já congelado) dentro da bolsa térmica e os potinhos de leite. Chega em casa tudo geladinho.

A ordenha:
Eu estava tirando tudo com uma bomba manual, mas levava muito tempo e já tava ficando com a mão cansada. Aí me recomendaram alugar uma bomba elétrica, escolhi o modelo Swing da Medela e aluguei na loja Cantinho da Mamãe. Desde então minha produção dobrou. Se na manual eu tirava 120/150 dos dois seios, com a elétrica eu tiro a mesma quantidade de cada seio. A minha bombinha manual ainda me serve perfeitamente, mas pra essa fase da minha vida, alugar a elétrica foi a melhor coisa que eu fiz. Como é um investimento alto pra algo temporário, o aluguel é a melhor solução. Recomendo!
Acho que escrevi demais já, se alguém tiver alguma dúvida pode me perguntar. E se eu lembrar de mais alguma coisa volto aqui.
O post fica como incentivo para você não desistir de amamentar seu filho com a volta ao trabalho. Pode dar um trabalho extra e cansar sim, mas vale o esforço. Pensa nisso!

Estou a 2 semanas de voltar a trabalhar e com uma sensação muito estranha dentro de mim. Se você me perguntar se quero largar tudo e ficar em casa cuidando de Lucas minha resposta vai ser um sonoro “não”, e nem vou titubear. Esses quase 5 meses em casa me ensinaram muitas coisas, entre elas que eu não nasci para ser dona de casa. Eu gosto mesmo é de sair e trabalhar fora.

Senti muita falta do meu trabalho, equipe, dos colegas e de sair de casa. No início você não sente tanto por conta da agitação que é cuidar do bebê, dar de mamar, trocar fralda, muuuuuito cansaço. Mas depois dos 2 meses que tudo “acalma” a coisa muda. Eu me vi sozinha com um serumaninho que não fala, ainda não interage muito e depende de tudo de você. Às vezes eu ligava pra alguém só pra conversar à toa, ouvir outra pessoa. Nem grupos agitados do WhatsApp amenizaram a solidão que eu sentia. Até que chegou o quarto e último mês com o Lucas, o mais gostoso até agora. Ele interage taaaaaaanto, o dia todo. Ri, brinca, conversa na linguagem típica de bebês e, juro por Deus, eu passaria os meus dias fazendo “ahhhhhhh” pra ele. Aí que tudo mudou dentro de mim. Ainda não tenho talento para dona de casa, preciso trabalhar porque meu salário impacta na economia da minha família MAS quero ficar com o Lucas. Eu disse que era estranho, mas também é incoerente e louco.

Acho que o que passa na minha cabeça é o mesmo que passa na de muitas mães: vou perder tantas fases gostosas, tantas conquistas. (Aí eu paro pra secar meu rosto porque só de pensar eu choro). Lucas vai ficar com as avós. Mamãe e a minha sogra vão se dividir nesta tarefa e isso dá um quentinho no coração. Meu filho vai ficar num ambiente que já lhe é familiar, com pessoas que ele conhece bem e que o amam tanto quanto eu.

Na minha cabeça o ideal seria conseguir fazer os seis meses de amamentação exclusiva, começar a introdução dos alimentos e a partir daí eu me sentiria mais segura pra voltar ao trabalho. Só que não funciona assim. Volto 1 dia antes do Luquinhas completar cinco meses e terei um mês inteiro pela frente de ordenha para deixar muito leitinho congelado para ele tomar enquanto estiver longe da mamãe aqui.

Sabe, mamãe um dia esteve nesta mesma posição. Eu e Tati ficamos com nossa avó materna. Eu senti muita falta da mamãe em vários momentos e isso marcou muito a minha infância. Marcou tanto que eu dizia que não faria o mesmo. Ô vida! Cuspi tanto que caiu lindamente na minha testa, rs.

Hoje eu consigo analisar que, de fato, tínhamos mais tempo com vovó, mas o pouco que tínhamos com mamãe – e papai – era um tempo de qualidade. Tenho memórias ótimas desses momentos. Me serviu de lição para repetir com o Lucas. Quando eu chegar  em casa, meu tempo será 100% da minha família.

Espero que seja tranquilo pra mim e pra ele. Mais pra mim do que pra ele, rs. Conto pra vocês nos próximos dias.

beijos,

Lu