Não sei se já falei mas eu tenho uma irmã caçula. Tatiana nasceu um pouco depois de mim, nossa diferença é de 1 ano e 2 meses. Eu era praticamente um bebê quando ela chegou. Eu sou completamente apaixonada pela minha irmã. Claro que sempre rolou aquelas brigas intermináveis, socos, tapas, puxões de cabelo e mamãe (ou vovó) forçando a barra para aquele abraço de fazer as pazes. Nossa relação é ótima. Posso dizer com toda convicção do mundo que tenho mais que uma irmã, uma amiga. Um pedaço de mim em outro corpo. Já disse que sou apaixonada por ela né? =) Acredito que o sucesso seja justamente por conta da nossa diferença de idade, crescemos juntas, acompanhamos uma a outra em todas as fases. Só que essa diferença de idade gerou em mim por muitos anos um ciúme ENORME.

Eu sempre soltava aos gritos pros meus pais que ela era a querida, a preferida etc. Que irmão nunca teve esse rompante não é mesmo? Mas eu não falava isso apenas da boca pra fora nos momentos de raiva, eu realmente acreditava que meus pais eram capazes de amá-la mais do que a mim.

Eu tava assistindo há pouco uma nova série do Netflix, The Crown. Ela conta a história dos primeiros anos do reinado da rainha Elizabeth. Aliás, fica a dica da série! Em um dos episódios há um conflito com sua irmã, a princesa Margareth, que joga na sua cara que ela era a querida do pai. A rainha-mãe até argumenta que as duas eram amadas igualmente, mas elas não mudam de opinião.

Foi nesse ponto que me lembrei da minha mãe, que tantas vezes falou o mesmo para mim. Eu olhei para o Lucas, pensei em tudo que vivi ao longo desse ano com ele, da gestação até esses primeiros meses de vida. Vi todo o amor que tenho por ele, o orgulho que sinto por cada conquista dele, os sacrifícios que fiz e faço por ele. Se eu tiver outro filho, conseguiria amar diferente? Conseguiria carregar no meu ventre, passar pelo puerpério, as dificuldades da amamentação e amar menos? Acho muito difícil.

Mamys e suas crias

Mamys e suas crias

Sabe quando sua mãe diz pra você “quando você for mãe você vai me entender”? Eu tenho vivido bem isso. Aí penso o quão cruel eu fui com meus pais várias vezes. A maternidade não me tornou apenas mãe, mas sim uma filha melhor, uma irmã melhor. Lucas gerou em mim um amor que transborda, um amor que ele vai aprender e ter certeza desde pequeno que é igual entre os irmãos.

E mãe, obrigada por nunca ter desistido de falar isso pra mim. Te amo!

Cá estou eu atrasada mais uma vez com o post do segundo mês do Lucas. Ele está com quase três meses hoje e me encanta a cada segundo. É claro que estou cansada como nunca antes estive na vida, mas juro que não consigo reclamar. Eu acordo e fico olhando pra ele completamente apaixonada por cada detalhe, cada traço. Ser mãe é uma coisa muito incrível. Eu achava o máximo cada chutinho na época da gravidez, hoje eu namoro cada esboço de sorriso, quando ele fixa o olhar em mim, segura meu dedo enquanto mama. Sim, sou uma mãe coruja! <3

Neste segundo mês ele teve um salto de crescimento enorme, desenvolveu super bem. Alguns momentos marcantes do segundo mês.

  • Deixou de usar roupinhas RN no dia 22 de setembro
  • Foi votar com a mamãe no dia 2 de outubro
  • Foi na igreja pela primeira vez no dia 8 de outubro
  • Foi num restaurante com a família toda pela primeira vez no dia 12 de outubro

Com 2 meses Lucas era assim:

lucas-2-meses

  • 4.730kg e 54cm
  • Tomou as vacinas do segundo mês e sofreu um bocado. Contei aqui neste post
  • Já usa fraldas P e se for da marca Cremmer uma tamanho M
  • As roupinhas RN não cabem mais nele. Usa tudo no tamanho P ou 3 meses. Ah, e começou a usar sapatinhos. Fica todo mocinho de tênis <3
  • A posição favorita para dormir é de bruços. Sei que tem um perigo então só deixo durante o dia à noite ele dorme de ladinho no carrinho
  • Continua no mesmo esquema de mamadas durante à noite. Dorme por volta das 21h, acorda pra mamar às 2h e de novo às 5h. Às vezes pula a mamada das 2h e faz a alegria da mamãe hahaha
  • Custa a dormir durante o dia, passa a maior parte do tempo acordado. Quando dorme é um cochilo de 30min. Melhor que nada né?
  • A amamentação continua só nos seios. Tenho tirado leite e congelado para poder sair um pouco. Coisas rápidas tipo fazer a unha. Mas já usei também para dormir mais um pouco de manhã e deixar ele na minha sogra (não me julguem!) e por isso sempre tenho algum leite congelado aqui em casa
  • Passou por uns momentos de prisão de ventre. Chegou a ficar 3 dias sem fazer cocô. Foi horrível porque ele ficava muito irritado e quando fazia se borrava TODO
  • Segue vozes e sons com o olhar e adora ver tv (fica no Netflix o dia todo esse menino! haha). Acho que já reconhece algumas pessoas. Sempre solta sorrisos encantadores pra mim, pro pai, as avós, meu pai, minha irmã e cunhado. Ahh, adora a música da Dona Aranha!
  • Faz beicinho quando é contrariado. Posso com isso? Nessa idade?
  • Graças ao bom Deus não é chorão, mas resmunga que é uma beleza!

Meu Pitico, um dia quando você ler isso vai brigar comigo “tinha que falar do meu cocô, mãe?”. Acontece que cada descoberta sua eu descubro que posso te amar ainda mais.

 

Sempre que eu pensava em ser mãe o momento das vacinas me assustava. Tenho pânico de agulhas e tirar sangue/tomar vacinas sempre foi desconfortável pra mim. As duas primeiras vacinas de Lucas eu estava com ele e foi horrível pra mim. Entenda bem, eu faço qualquer coisa pelo meu filho, mas não posso negar quão ruim foi ouvir o choro sofrido dele. Graças a Deus ele tem não teve reação, ao contrário do segundo mês.

No segundo mês são quatro vacinas de acordo com o calendário do governo brasileiro. Três delas são agulhadas (pentavalente, pólio inativada e a pneumocócica conjugada) e uma é de gotinha (rotavírus). Eu dei todas elas no postinho. Há quem dê parte das vacinas no particular porque o esquema é diferente. No particular, a Pentavalente inclui a pólio (o que diminui uma picada) e dizem que dá menos reação. Além disso, a rotavírus protege contra cinco tipos de vírus contra um só no público. Mesmo sabendo dessas “vantagens” eu optei por tomar no postinho e me sinto segura com minha decisão.

Ao contrário do que muitos orientam, a pediatra do Lucas disse para não dar remédios de febre/dor antes da aplicação e falou para esperar para ver como ele reagiria. Assim que saímos do postinho ele estava choroso, o que achei normal já que ele ficou assim na primeira vez também. Quando cheguei em casa que começou meu desespero – na verdade, dele. Ele começou a chorar demais e ficou assim por horas. Choro sofrido mesmo, com lágrimas. Estava realmente sofrendo. Mediquei mas demorou bastante pra ele se acalmar.

As vacinas são aplicadas nas coxas. A pentavalente na esquerda e as demais na direita. Ele reclamou das duas de início, tive que tirar o shortinho porque qualquer contato na pele ele chorava demais, mas com o tempo só a coxa esquerda continuou dolorida. Era todo um cuidado para segura-lo sem tocar no “machucado” para ele sofrer menos. Minha mãe veio me ajudar porque eu estava nervosa demais com ele chorando sem parar. Nessas horas somos realmente testadas né? Não é só dar colo, peito, fazer carinho, tem que manter a calma para controlar a situação. E não é fácil com um bebê chorando, com um filho chorando. Bate o desespero mesmo porque já foi tentado de tudo para aliviar o pequeno e ele continua no sofrimento.

Levou um bom tempo para Lucas se acalmar e querer mamar, mas assim que largou o peito dormiu. Fiquei com ele aquela noite em vigília. Ele acordou por volta das 2h, horário da mamada da madrugada. Achei que estava febril e o termômetro marcou 37,5°. Mediquei, amamentei e ele dormiu no meu colo. No dia seguinte amanheceu sem reclamar das perninhas mas a febre baixa manteve-se o dia todo. Ele ficou molinho, dengosinho, mas sem choro.

Esqueci de falar que fizemos compressas de água fria para colocar nas coxinhas. Senti que aliviava por alguns instantes, então vale a pena fazer em casa. Se tivesse uma daquelas bolsas de água seria até melhor.

Em dezembro será a segunda dose das vacinas e espero que a reação seja mais tranquila. Ver o filho sofrendo acaba com o coração de qualquer mãe. Sei que as vacinas são para o bem mas é impossível não se irritar com elas. No mais, a melhor dica é dar muito colinho e carinho. Não cura mas faz um bem danado pra eles – e pra gente

Beijos,
Lu