Estou prestes a completar 6 meses de amamentação exclusiva do Lucas. Minha felicidade é enorme de conseguir chegar até aqui porque o caminho não foi fácil e muitas vezes pensei em desistir. Eu tinha lido muito sobre o assunto e achava que estava preparada para esse momento mas a verdade é que nunca passou pela minha cabeça que eu sentiria medo de dar meio seio para o Lucas porque sabia que ele ia me machucar. Meu bico não rachou, não sangrei mas senti dor até quase o terceiro mês. Não doeu todos os dias, a pega dele estava correta mas ele mamava com tanta força que me machucava muito. Nunca fiz uso de bico de silicone – mas por total falta de oportunidade, não sou contra – e virei amiga da pomada Lansinoh, usei tanto que meus sutiãs mancharam com ela, rs.

Mas vamos ao início.

Como já contei aqui, Lucas nasceu e foi direto para a UTI Neonatal. Seu primeiro contato com o leite materno foi através de sonda, na sequência pegou primeiro a chuquinha e só mamou nos meios seios com 10 dias de vida. Eu sempre sonhei com esse momento mas não imaginei que seria tão emocionante. O início da amamentação significou pra mim não apenas aquele elo incrível que ela proporciona entre mãe e filho, mas também a última etapa para ele ter alta. Tivemos acompanhamento da fonoaudióloga da UTI que me ensinou tudo sobre pega e eu tinha pressa e ansiedade para que ele acertasse porque, como falei, a alta dele dependia desse passo. Dois dias depois Lucas foi para a casa conosco, para a glória de Deus.

Em casa eu achei que tudo seria tranquilo só que ele foi “mal acostumado” na UTI. O que acontecia: quando eu não estava lá e ele mamava nos seios, o leite era oferecido na chuquinha e se ele não mamasse toda a quantidade estabelecida pela equipe médica, o restante ele tomava via sonda. Ou seja, ele não tinha o trabalho de sugar, muitas das vezes. E mamar dá um trabalhinho. Eu tava com um bebê com fome e com preguiça de pegar no peito. Foi desesperador. Cheguei a ordenhar e oferecer o meu leite na chuquinha, naquele momento minha preocupação era que ele se alimentasse para não perder mais peso e pensava que OK dar a mamadeira já que o leite era meu. E assim foi por dois dias. Todas as vezes que ele não pegava no meu peito (quase sempre) ele tomava na chuquinha.

Mas pera lá né? Eu só estava piorando a situação porque é claro que ele tinha se tocado que não precisava mamar os seios porque o alimento viria de qualquer jeito. Foi aí que tomei controle da situação. Eu tinha leite, muito leite e um bebê que precisava mamar. Por que usar a mamadeira? Passei a deixar ele chorar mesmo na hora das mamadas. Era um risco mas podia dar certo. E deu. Lucas passou a mamar diretamente nos seios. Começou a mamar só o esquerdo, rejeitava o direito. Até hoje, na verdade, ele prefere o seio esquerdo. E foi um processo longo, que levou dias. Hoje ele é louco no peitinho dele, mas eu poderia ter desistido lá trás e não chegaríamos aqui.

A mamadeira é mais fácil pra mim e pra ele. Ele que não tem tanto trabalho de puxar e se alimenta rápido e pra mim porque – sendo sincera, não me machuca. Amamentar dói sim. Lucas tem uma força danada nessa gengiva que me deixa cheia de medo pra época que os dentes começarem a nascer. Tudo são fases né? No início eu achava que o seio cheio, bem duro, era ótimo pra ele mamar. Mas era complicado. Quanto mais duro estava o seio, mas dificuldade ele tinha pra abocanhar tudo e ficava só no biquinho e me machucava. Custei a entender que ele precisava da mama bem macia. E quando me toquei disso, passei a ordenhar sempre que os seios estavam cheios. Esse leite eu congelava e Lucas tomava sempre que eu precisava sair por algum motivo. Tomava na mamadeira, sim, e ainda bem que não rolou confusão de bicos por aqui.

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Hoje a amamentação não está mais fácil mas sim leve, natural. Lucas segue machucando meu peito, mas não pra mamar. Acontece que ele deve pensar que meu bico é mordedor porque quer aliviar a coceira da gengiva me dando “gengivadas” que me fazem chorar. Pode ser também que ele pense que é um elástico porque adora puxar pra lá e pra cá. E é bem dolorido.

Sabe que quando voltei a trabalhar não imaginei que chegaria aqui? Eu consegui! Não sou mais mãe do que muitas que dão mamadeira e complemento e juro por Deus que nem as julgo – cada uma sabe seu jeito de maternar e é o melhor para os filhos. Agora minha meta é amamentar Lucas até quando ele quiser, e espero que ele queira por muito tempo.

Eu e Dudu gostamos muito de viajar e a ideia é não parar por causa do Lucas, mas incluir ele nas nossas saídas. Eu não sou super chegada a praia mas Dudu é. Temos um cantinho em Saquarema que visitamos sempre que dá e foi lá o escolhido para Lucas estrear na areia.

Antes de ir peguei toda orientação com a pediatra dele. Ela não liberou para piscina mas deu OK para a praia com algumas condições. Nada de expor o baby ao sol (se a gente não aguenta, imagina ele), deixá-lo debaixo do guarda-sol. Pode dar banho de mar mas nada de protetor – só com 6 meses. E lá fomos nós, a tardinha do dia 26/12 pra praia de Itaúna. Lucas de shortinho, camiseta e óculos escuros. A água estava gelada demais e achei melhor não dar banho nele, então ficou só de graça na areia. Pitico fez sucesso!


Já comprei um conjuntinho de roupa com fator de proteção para ida seguinte. Fomos só nós dois e não consegui tirar foto dele molhando o pé no mar. Senti que ele ficou com medo quando a onda vinha, onda não, aquela marola marota, rs. Mas fiquei com ele e ele se divertiu e dei aqueles gritinhos de empolgação.

No Carnaval vamos voltar e ele já estará liberado para a piscina, já comprei uma boia pra ele. Tô ansiosa!

Mãe é tudo bicho bobo né? Só pra registrar o momento nesse meu “diário do Lucas”, rs.

Pitico chegou aos 5 meses esbanjando toda sua deliciosidade. Foi um mês cheio de novidades. Ele foi a praia, curtiu Natal e Ano Novo, tomou banho de bacia pra aliviar o calor e também começou a ficar com as vovós, já que voltei ao trabalho. A pediatra dele me orientou a começar a introdução alimentar mas eu não concordei, seguimos no leite materno por aqui e espero conseguir a amamentação exclusiva até os sexto mês.

Os marcos deste mês

  • Primeira vez na praia: 26/12/2016
  • Descobriu os pezinhos: 28/12/2016
  • Natal e Ano Novo
  • Dormiu 9h seguidas: 08/01/2017

  • 62cm e 6.495kg
  • Segue usando fraldas M. Perdeu MUITAS roupas, a maioria de tamanho 3 meses. Da Carter`s o de 6 meses já tá certinho;
  • Um dia antes de completar 5 meses enfiou a mão no mamão que eu estava comendo e depois colocou na boca. Comeu tudo e morreu de rir, rs. Mesmo assim a mamãe aqui segue dando só leitinho pra ele;
  • As perninhas não param! Acordado ele está sempre em movimento. Vira de um lado pro outro, explora o berço e a minha cama toda. Coloco muito no chão também para ele se acostumar;
  • Já firma o pescoço direitinho. Se coloco de bruços para endurecer o pescoço ele fica irritado, mas deixo um pouquinho e ele vai “minhocando” pelo espaço;
  • Os cabelinhos já estão começando a nascer. Em breve será cabeludinho de novo, rs
  • Sobre o sono, eis uma polêmica. Se eu colocar pra dormir na minha cama, dorme a noite toda, mas se colocar no berço ele acorda uma vez para mamar e depois voltar a dormir. A mamãe admite que às vezes coloca ele na cama dela…
  • Ainda neste ponto, ele luta demais contra a sono, faz pirraça, encrenca… terrível. Aí dou banho, mamazinho e ele acalma rápido;
  • Ah, se ele tiver agitado demais, coloco ele de frente pro espelho. Ele se acalma rapidinho e morre de rir da imagem que vê. Acho que ele não tem ideia que é ele mesmo, rs
  • É o bebê mais sorridente que conheço. Lucas morre de rir por qualquer bobagem e pra qualquer um. E ele acorda feliz, acorda já abrindo um sorrisão daqueles;
  • Não pega mais a chupeta. Abre o berreiro se der pra ele;
  • Já pega tudo com as mãozinhas. Puxa meu sutiã e vai procurando o peito. Também adora puxar meus cabelos e tirar meu óculos. Claro, também pega mordedores e chocalhos;
  • Falando em mordedores, só eles aliviam a coceira na gengiva. É uma aflição, tadinho;
  • Ele já atende quando chamamos de Lucas, já sabe que é ele;
  • Continua vidradão em televisão. Culpa minha, né?

Tá praticamente um mocinho né? Tempo, pega leva comigo!  Mamãe te ama, filho!