Quando escrevi minhas metas para 2016 a que eu menos levei fé foi a que já estava “acontecendo”. Eu disse que queria engravidar especificamente do Lucas e ele já estava dentro de mim. Lucas foi o melhor acontecimento deste ano que se finda. É engraçado que quando penso em 2016 só ele me vem a mente. Descobri a gravidez na primeira quinzena de janeiro e hoje o Pitico está com quatro meses e meio. Ou seja, ele tomou conta do período todo – assim como da minha vida.

Mas 2016 também me trouxe outras coisas boas. Não termino o ano tão mais magra e a luta com a balança segue em 2017, mas dentro de mim sinto que tanta coisa mudou.

  • Aprendi a valorizar as coisas e pessoas que realmente valem a pena;
  • Não me estressei tanto com coisas pequenas;
  • Vi motivos para sorrir na adversidade;
  • Busquei a Deus de todo coração e o encontrei quando precisei
  • Descobri verdadeiras amizades em pessoas inesperadas;
  • Mantive os amigos certos;
  • Tive ajuda quando precisei – e sem pedir;
  • Reforcei dentro de mim que não há nada igual as laços familiares;
  • Pratiquei o amor e o perdão àqueles que me magoaram.

Para 2017 eu quero estar cercada da minha família, viver com intensidade e comemorar o primeiro ano do meu filho, continuar trabalhando no que eu amo, terminar de arrumar a minha casa, viajar mais. Quero saúde, alegria, paz, segurança e muitas bençãos de Deus.

Uma coisa que vou fazer aqui pra mim é o Pote da Felicidade. É um pote (claro!) onde vou colocar momentos felizes e que devem ser lembrados. Aqui no blog da Imaginarium tem mais informações e um passo a passo. Espero que gostem da ideia e coloquem em prática também.

Feliz Ano Novo para vocês! Que 2017 nos traga muitos motivos para sorrir!
beijos,
Lu

Estou a 2 semanas de voltar a trabalhar e com uma sensação muito estranha dentro de mim. Se você me perguntar se quero largar tudo e ficar em casa cuidando de Lucas minha resposta vai ser um sonoro “não”, e nem vou titubear. Esses quase 5 meses em casa me ensinaram muitas coisas, entre elas que eu não nasci para ser dona de casa. Eu gosto mesmo é de sair e trabalhar fora.

Senti muita falta do meu trabalho, equipe, dos colegas e de sair de casa. No início você não sente tanto por conta da agitação que é cuidar do bebê, dar de mamar, trocar fralda, muuuuuito cansaço. Mas depois dos 2 meses que tudo “acalma” a coisa muda. Eu me vi sozinha com um serumaninho que não fala, ainda não interage muito e depende de tudo de você. Às vezes eu ligava pra alguém só pra conversar à toa, ouvir outra pessoa. Nem grupos agitados do WhatsApp amenizaram a solidão que eu sentia. Até que chegou o quarto e último mês com o Lucas, o mais gostoso até agora. Ele interage taaaaaaanto, o dia todo. Ri, brinca, conversa na linguagem típica de bebês e, juro por Deus, eu passaria os meus dias fazendo “ahhhhhhh” pra ele. Aí que tudo mudou dentro de mim. Ainda não tenho talento para dona de casa, preciso trabalhar porque meu salário impacta na economia da minha família MAS quero ficar com o Lucas. Eu disse que era estranho, mas também é incoerente e louco.

Acho que o que passa na minha cabeça é o mesmo que passa na de muitas mães: vou perder tantas fases gostosas, tantas conquistas. (Aí eu paro pra secar meu rosto porque só de pensar eu choro). Lucas vai ficar com as avós. Mamãe e a minha sogra vão se dividir nesta tarefa e isso dá um quentinho no coração. Meu filho vai ficar num ambiente que já lhe é familiar, com pessoas que ele conhece bem e que o amam tanto quanto eu.

Na minha cabeça o ideal seria conseguir fazer os seis meses de amamentação exclusiva, começar a introdução dos alimentos e a partir daí eu me sentiria mais segura pra voltar ao trabalho. Só que não funciona assim. Volto 1 dia antes do Luquinhas completar cinco meses e terei um mês inteiro pela frente de ordenha para deixar muito leitinho congelado para ele tomar enquanto estiver longe da mamãe aqui.

Sabe, mamãe um dia esteve nesta mesma posição. Eu e Tati ficamos com nossa avó materna. Eu senti muita falta da mamãe em vários momentos e isso marcou muito a minha infância. Marcou tanto que eu dizia que não faria o mesmo. Ô vida! Cuspi tanto que caiu lindamente na minha testa, rs.

Hoje eu consigo analisar que, de fato, tínhamos mais tempo com vovó, mas o pouco que tínhamos com mamãe – e papai – era um tempo de qualidade. Tenho memórias ótimas desses momentos. Me serviu de lição para repetir com o Lucas. Quando eu chegar  em casa, meu tempo será 100% da minha família.

Espero que seja tranquilo pra mim e pra ele. Mais pra mim do que pra ele, rs. Conto pra vocês nos próximos dias.

beijos,

Lu

 

Só uma explicação: os registros mensais do Lucas chegam com um pouco de atraso porque a consulta com a pediatra acontece cerca de dez dias depois do mesversário dele, e eu prefiro colocar as informações certinhas. Aí soma minha enrolação e estamos aqui, com duas semanas de atraso…

Acho que esse foi o mês mais gostoso até agora. Lucas interage tanto, tanto, tanto. Foram tantas descobertas, tantos sorrisos, conversas. Pena que também é meu último mês com ele full time, volto a trabalhar na segunda semana de janeiro. Ok, não quero falar disso, rs. Vamos aos marcos do mês!

  • Foi apresentado ao Senhor no dia 19/11
  • Virou pela primeira vez no dia 24/11
  • Foi na primeira festinha no dia 10/12

  • 6.155kg e 60cm
  • Continua nas fraldas M, roupas M ou 3-6 meses
  • Segue mamando no peito e dormindo no bercinho
  • Está obcecado com as mãos hahaha vive com as mãos na boca e eu tiro toda hora. Ele não aceitou bem a chupeta, só pega quando preciso enganá-lo uns minutinhos até a hora da mamada
  • Já pega os brinquedos e alguns objetos que estão próximos dele – ou quando oferecemos
  • Ri muuuuuuuuuuuuuito. Gargalha que é uma delícia e ri pra todo mundo, é um bebê muito simpático
  • Começou a virar e adora rolar de um lado pro outro. Quando vira de bruços, se irrita quando não consegue virar rápido pra cima, as vezes eu ajudo e cedo a birra, mas costumo deixar ele se virar sozinho
  • De bruços permanece um bom tempo com a cabeça erguida. Está tão durinho. No colo ele fica em pé direitinho, com a cabeça bem firme
  • Adora ficar sentado ou em pé, seja no colo ou na cama. Tá forçando a barra pra se sentar. Quando seguramos os braços dele ele dá um impulso pra frente pra levantar sozinho
  • Conversa muito e o tempo todo. Vendo tv então, interage demais com os desenhos. Se der corda, bate altos papos
  • Não é um bebê de chorar, mas tá birrento. Voltou a lutar contra o sono e tenho que ninar bastante depois das mamadas até ele dormir
  • As pernas não param, é uma agitação o tempo todo. E pra trocar a fralda? Só com muita paciência

Lucas, bebê da mamãe, tem sido incrível acompanhar sua evolução. Você é tão esperto, presta atenção em tudo a sua volta. Que você cresça a cada dia forte, lindo e saudável. Mamãe te ama!